sábado, 5 de setembro de 2015

Teste para detectar Alzheimer em 5 minutos (I)

Um neurologista dos Estados Unidos, James E. Galvin, ex-professor da Universidade de Nova York, é atualmente pesquisador do Colégio de Medicina da Universidade Florida Atlantic, em Boca Ratón, desenvolveu um teste de apenas dez perguntas que pode detectar, em cerca de cinco minutos, os primeiros sinais do Mal de Alzheimer. Segundo o pesquisador, o teste não é um diagnóstico de Alzheimer ou outras formas de demência, mas pode identificar cedo mudanças cognitivas associadas a demências comuns como Alzheimer ou outros problemas como depressão, traumas cerebrais e disfunções causadas por medicamentos.
O estudo do médico foi publicado na Alzheimer’s and Dementia, revista da Associação de Alzheimer dos EUA. O teste foi distribuído a clínicas nos EUA e está disponível no final deste texto. A combinação de provas cognitivas mais usada atualmente para diagnosticar a demência – conhecida como “regra de ouro”, ou “gold standard” – pode levar cerca de duas horas se for realizada por um médico experiente. O novo teste pode ser conduzido por não especialistas como parentes e cuidadores.
A demência é um termo genérico que descreve uma perda progressiva de funções e capacidades cognitivas que interferem com a habilidade de uma pessoa em ser independente, explicou o cientista. O Alzheimer é a causa mais comum da demência, mas há mais de cem causas, como a demência vascular, a degeneração lobar frontotemporal (doença degenerativa marcada por mudanças no comportamento e personalidade) e a demência com Corpos de Lewy (doença degenerativa que inclui sintomas do mal de Parkinson).
O questionário do médico inclui dez perguntas de múltipla escolha, com cinco opções de resposta cada, descrevendo sintomas que vão desde envelhecimento normal até demência severa.  Cada pergunta cobre áreas diferentes – de memória a comunicação, orientação, higiene, atenção e concentração, entre outras. A pontuação final vai de 0 a 30, e números mais elevados indicam um maior impedimento cognitivo. A grande limitação é a confiabilidade de quem preenche o questionário, de ser alguém que não prestou atenção aos detalhes, ou não conhece bem o paciente, nega-se a aceitar a presença da doença ou tem algum interesse pessoal de que o paciente seja declarado incapaz. Já a vantagem do novo teste, acrescentou, é sua rapidez. Ele permite detectar a doença em suas primeiras etapas, quando é mais provável que as intervenções sejam mais eficientes. Uma pontuação alta no teste deve ser seguida por uma visita a um especialista.
A América Latina é uma das regiões que serão mais impactadas pelo aumento dos casos de demência, segundo o relatório Demência na América, publicado em 2013 pela ONG Alzheimer’s International. A publicação diz que o número de pessoas com a doença “subirá na América Latina dos 7,8 milhões atuais para mais de 27 milhões em 2050″. No Brasil, estima-se que haja 1,2 milhão de pessoas com Alzheimer – menos da metade delas diagnosticada.
(Fonte: G1)

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