quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Capitalismo é isso: aumento de um remédio em 5000%!

É justo uma empresa subir preço de um remédio em 5000%? Seu presidente defende que sim!
A farmacêutica Turing diz ter aumentado o preço do Daraprim, usado contra toxoplasmose, para torná-lo lucrativo! Medida gerou protestos de órgãos de saúde nos EUA e levantou debate sobre como valores são estipulados no país. A droga é usada em tratamentos contra toxoplasmose, doença infecciosa causada por um protozoário encontrado nas fezes de felinos e que afeta pessoas que estão com seu sistema imunológico comprometido (por exemplo, por culpa da Aids ou de alguns tipos de câncer). É uma doença rara, porém potencialmente fatal.
Martin Shkreli, presidente da Turing, uma farmacêutica americana, acredita que é justo: “Precisamos ter lucro com essa droga. Antes de nós, as empresas estavam praticamente dando-a de graça”!. Ele está no centro da controvérsia após uma reportagem do jornal "The New York Times" revelar o aumento do preço dessa magnitude para uma dose de Daraprim.
O comprimido do Daraprim passou de US$ 13,50 (R$ 54) para US$ 750 (R$ 3 mil) após a Turing comprar, em agosto passado, os direitos para fabricar o medicamento, que está há 62 anos no mercado. O comprimido custa cerca de US$ 1 para ser produzido.
O executivo afirma que essa prática é comum na indústria: "Hoje em dia, medicamentos modernos, como drogas para câncer, podem custar US$ 100 mil ou mais. O Daraprim ainda está mais barato em relação a esses medicamentos."
A Sociedade para Doenças Infecciosas dos EUA, a Associação de Medicamentos para HIV (HMA, na sigla em inglês) e outros órgãos da área de saúde dos Estados Unidos publicaram uma carta aberta para a Turning, demandando que a empresa reconsidere o aumento.
Na Bolsa de Nova York, as ações de empresas de biotecnologia caíram na segunda-feira após Hillary Clinton, pré-candidata à Presidência pelo Partido Democrata, dizer que o aumento é "revoltante". Caso seja eleita, Clinton prometeu tomar medidas contra empresas que elevem demais os preços de medicamentos especializados, como é o caso do Daraprim.
Fonte: G1

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