domingo, 9 de agosto de 2015

Olimpíadas 2016 - I

O cubano Angel Torres Aldama tem revolucionado a luta olímpica brasileira, treinando a seleção do Brasil desde 2008 e levado o esporte do país a grandes conquistas esportivas desde então. Ele é um dos maiores responsáveis pela evolução da luta olímpica brasileira, que hoje tem os lutadores Aline Silva, Joice Silva e Davi Albino entre os melhores do mundo em suas respectivas categorias.
Angel foi atleta do estilo greco-romano, na categoria até 57kg. Seus melhores resultados foram o título de campeão centro-americano em 1984 e em 1990, além do bronze na Copa Mundo em 1989. Depois que parou de lutar, o cubano cursou licenciatura em cultura física e esportes para o esporte de alto rendimento, em Havana, e chegou ao Brasil para treinar a seleção brasileira desse estilo. Hoje é o treinador-chefe de uma comissão técnica formada por outros três profissionais. São eles: os também cubanos Pedro Garcia (técnico do estilo livre feminino) e Juan Marén (técnico do estilo greco-romano) e o búlgaro Ivan Tsochev - o brasileiro Flávio Cabral cuida das divisões de base.
De fato, o Brasil vem acumulando conquistas na luta olímpica após a importação de treinadores e a maior proeza ficou guardada para Aline Silva, vice-campeã mundial em 2014 e campeã mundial militar no mesmo ano. Para coroar o bom momento da luta olímpica brasileira, o país voltou dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no último mês, com três medalhas: o ouro inédito de Joice Silva e os bronzes de Davi Albino e Aline Silva. Foi o melhor desempenho do Brasil na história da competição. Terminados os Jogos Pan-americanos, as atenções se voltam para o Mundial de luta olímpica, de 7 a 13 de setembro, em Las Vegas. Por contar com os principais lutadores e lutadoras do planeta, o evento servirá como uma prévia das Olimpíadas de 2016.
Exigente, determinado e perfeccionista, Angel está feliz com o seu trabalho à frente da luta olímpica brasileira e elogia o desempenho dos seus atletas. Fã de praia, carnaval e pagode, Angel (48 anos) fala em permanecer de vez no país que já considera como uma de suas casas e dizendo-se bastante adaptado ao país, acha Brasil e Cuba muito parecidos. “Se o Brasil me permitir ficar trabalhando aqui, aqui vou ficar”.
Dividindo seu tempo entre a família e a luta olímpica, o treinador é casado com a cubana Niruka Caballero e tem duas filhas, mas ambas moram fora do país. Mora a poucos metros do centro de treinamento da Confederação Brasileira de Wrestling (CBW), na Zona Norte do Rio. É lá que ele passa a maior parte do dia, ministrando treinamentos e montando planilhas, característica marcante do seu método de trabalho extremamente planejado e detalhista. Contratado pela CBW, o cubano tem os seus salários pagos pela Caixa, patrocinadora da luta olímpica brasileira.
O treinador sugere eventos abertos para ajudar no processo de massificação da luta olímpica no Brasil. “Seria muito bom levar a luta para fora dos ginásios, para comunidades, parques, escolas e universidades. Essas atividades todas trariam um benefício enorme para a população do nosso esporte”.


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