sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Momento lírico 389

SAUDADES INFINDAS
(Karl Fern)

Admiro ver o mar e o azul da imensidão
A beleza de cada onda firme caminhando
Adentrando pela areia espumando se vai
Com ritornelo sonoro da aquática canção
Mas a saudade lembra que mais fascinante
Eram ondas grisalhas na cuca do meu pai.

É deleitoso curtir uma noite clara de luar
Sombra ágil e difusa da nuvem itinerante
Romantismo silente da mudez que nos cai
Observar o infinito e ver estrelas a brilhar
Mas a saudade lembra que mais fascinante
Era receber o sorriso paterno do meu pai.

Adoro a vibrante visão de uma cachoeira
Águas correntes em uma queda flutuante
Neblina fugidia brilha no arco-íris que sai
Cantilena magnífica de natureza seresteira
Mas a saudade lembra que mais fascinante
Era o abraço de carinho dado por meu pai.

Viver me permite contemplar a natureza
Animar e cantar no proeminente instante
Alimentar uma amizade que nunca me trai
Aproveitar a felicidade pra fugir da tristeza
Mas a saudade lembra que mais fascinante
Era a mão companheira e leal de meu pai.

A lágrima que pinga na linha de um verso
É o bordado natural na letra emocionante
Qual momento revive a imagem que esvai
Pelos confins imaginários do rico universo
Mas a saudade lembra que mais fascinante
As lembranças de ti serão eternas meu pai.


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