quinta-feira, 2 de julho de 2015

Nova era de extinção em massa

A Terra entrou em um novo período de extinção em massa, de acordo com um estudo feito por três universidades norte-americanas, Stanford, Princeton e Berkeley e publicado na revista científica Science Advances.
A pesquisa diz que os vertebrados estão desaparecendo a uma taxa 114 vezes mais rápida que o normal. A descoberta confirma os resultados de um estudo publicado pela Universidade de Duke em 2014. Seria o início agora do sexto grande período de extinção em massa.
O último desses períodos ocorreu há 65 milhões de anos, quando os dinossauros foram extintos, provavelmente devido a um grande meteoro que atingiu a Terra. E agora os humanos podem estar entre as primeiras vítimas. Se for permitido que isso continue, a vida vai levar milhões de anos para se recuperar e nossa própria espécie provavelmente desapareceria logo no início.
Os pesquisadores descobriram que a taxa de extinção atual era mais que 100 vezes mais alta que em períodos em que a Terra não estava passando por um evento de extinção em massa. Desde 1900, segundo o relatório, mais de 400 vertebrados desapareceram. Uma perda desta magnitude normalmente seria vista em um período de até 10 mil anos.
O estudo cita, como causas da extinção, mudança climática, poluição e desmatamento. Como consequência da destruição de ecossistemas, processos benéficos como a polinização feita pela abelhas podem desaparecer em até três gerações humanas. Os autores do novo estudo afirmam que ainda é possível evitar uma queda dramática da biodiversidade por meio de conservação intensiva, mas que é necessário agir rapidamente.
A União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) diz que pelo menos 50 animais ficam mais perto da extinção a cada ano. Cerca de 41% de todos os anfíbios e 25% dos mamíferos estão ameaçados de extinção, afirmam. O primata lêmure, por exemplo, enfrenta uma verdadeira guerra para evitar a extinção em ambientes selvagens nos próximos anos. 94% dos lêmures estão sob ameaça, com mais de um quinto de todas as espécies de lêmures classificadas como sob perigo crítico. Além de ver seu habitat natural em Madagascar sendo destruído por retirada ilegal de madeira, eles também são frequentemente caçados por sua carne
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


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