sábado, 30 de maio de 2015

Uso de agrotóxicos aumenta no Brasil

O setor agrícola brasileiro comprou, no ano de 2012, 823.226 toneladas de agrotóxicos – muitos deles, proibidos em outros países. De 2000 a 2012, o aumento em toneladas compradas foi 162,32%. Os dados estão no Dossiê Abrasco –Associação Brasileira de Saúde Coletiva. Desde 2009, o Brasil assumiu a posição de primeiro consumidor mundial de agrotóxico. O consumo bateu os absurdos 5,5 quilos por brasileiro por ano.
O pior, esse aumento está diretamente relacionado à expansão da monocultura e dos transgênicos. Ao contrário do que vinha sendo propagandeado quando os foram lançados, que permitiriam que o uso de agrotóxico diminuísse, porque seriam resistentes às pragas, o que se verificou foi o oposto. Não só está usando mais, como está usando agrotóxicos mais poderosos, mais fortes. Foram importados em regime de urgência determinados agrotóxicos que sequer eram permitidos no Brasil para combater pragas na soja e no algodão transgênicos.
22 dos 50 princípios ativos mais empregados em agrotóxicos no Brasil estão banidos em outros países, além de haver uso além da necessidade técnica e métodos menos tóxicos e eficientes para o controle de pragas. Estamos em uma situação de total descontrole, o Estado não cumpre o processo de fiscalização como deveria e a legislação para o uso de agrotóxicos também não é cumprida.
O Brasil registrou, entre 2007 e 2014, 34.147 casos de intoxicação por agrotóxico, de acordo com o presidente da ABA. Entre os problemas causados por esse tipo de intoxicação estão a malformação de feto, câncer, disfunção fisiológica, problemas cardíacos e neuronais. O governo criou o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), cuja minuta está pronta, mas ainda aguarda lançamento oficial pelo governo.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

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