domingo, 24 de maio de 2015

Segurança em robôs de telecirurgia

Pesquisadores encontraram falhas de segurança em robôs usados em procedimentos cirúrgicos remotos e revelaram que é possível realizar ataques para interferir com os comandos enviados pelos médicos, colocando a vida do paciente em risco. É possível atrasar, alongar, encurtar e anular instruções passadas pelo cirurgião à máquina. Em um dos testes, os pesquisadores obtiveram o controle total do equipamento.
Os especialistas analisaram a segurança do robô Raven II, mas destacaram que os ataques demonstrados são uma preocupação para qualquer outro equipamento de telemedicina, especialmente quando este for utilizado em conjunto com uma rede pública como a internet e recomendaram que novos robôs adotem comunicação criptografada e recursos para verificar a integridade dos comandos recebidos. Com isso, o robô pode ser capaz de reconhecer qualquer interferência.
A primeira cirurgia feita remotamente com o auxílio de um robô ocorreu em 2001. O cirurgião Jacques Marescaux operou, a partir de Nova York, um paciente de 68 anos que estava na França. O procedimento fez uso de uma rede de fibra ótica de alta confiabilidade. Essas operações ainda são consideradas experimentais. A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos (Darpa) está investindo na tecnologia e pretende adotar equipamentos chamados de “Trauma Pods” para tratar soldados feridos em combate sem colocar a vida dos médicos em risco.
Fonte: AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


Nenhum comentário: