sexta-feira, 29 de maio de 2015

A tragédia ambiental amazônica continua

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou nesta quinta-feira (28/05/2015) que, durante o trimestre de fevereiro, março e abril deste ano, os alertas de alteração na cobertura florestal da Amazônia, incluindo corte raso (destruição total) e degradação (destruição parcial) somaram 550 km². Esse número é 62,7% maior que os 338 km² registrados no mesmo período do ano passado.
Do total identificado pelo Inpe entre fevereiro e abril deste ano, estima-se que 362 km² (65,8%) são de áreas de desmatamento por corte raso e 180 km² correspondem a áreas de degradação florestal. Mato Grosso é o estado que teve maior área de alertas –264,4 dos 550 km².
As informações são do Sistema de Detecção em Tempo Real, o Deter. Segundo o Inpe, o Deter serve para orientar a fiscalização em campo e coibir o desmatamento ilegal. O sistema não é utilizado para a medição precisa de área, já que é feito com imagens de satélite de resolução moderada e tem sempre uma margem de falsos positivos. Além disso, leva-se em conta a cobertura de nuvens, que pode atrapalhar a visualização por satélite do território.
As informações do sistema Prodes são os que representam o índice oficial de desmatamento da Amazônia do governo federal. Ele avalia os meses que integram o chamado “calendário do desmatamento”, relacionado com as chuvas e atividades agrícolas.
O último dado divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente é de queda de 18% no desmate entre agosto de 2013 e julho de 2014 em relação ao período anterior.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


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