segunda-feira, 27 de abril de 2015

Mosquitos x Odor corporal

Cientistas da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos agruparam 19 gêmeos não-idênticos e 18 gêmeos idênticos para testar a atração a mosquitos. Eles descobriram que gêmeos idênticos atraíam a mesma quantidade de picadas, sugerindo a influência de fatores genéticas nesse processo. Em uma série de testes, cada gêmeo colocou uma mão no final de um túnel de vento em formato de “Y”. Então, bombeou-se ar para dentro do túnel, levando consigo odor. Depois, enxames de mosquitos foram liberados, movendo-se para longe ou perto de cada mão.
No caso dos gêmeos idênticos – que compartilham grande parte do material genético – houve uma distribuição uniforme dos mosquitos. Isso sugere que os insetos não tinham preferência pelo cheiro de uma mão ou outra. Por outro lado, resultados com testes em gêmeos não-idênticos – que dividem menos genes – foram mais variados. Pesquisadores acreditam que a atratividade a mosquitos pode estar relacionada a genes ligados ao odor corporal. O próximo passo é descobrir quais genes específicos estariam envolvidos.
Novas pesquisas já estão sendo realizadas. Ao entender a base genética para a variação entre indivíduos, será possível desenvolver maneiras sob medida para controlar melhor os mosquitos, e desenvolver novas maneiras de repeli-los.Foi a primeira vez que uma base genética foi demonstrada. Mas mosquitos não são atraídos apenas pelo cheiro – fatores como o dióxido de carbono também desempenham um papel. Estudos maiores deverão ajudar a avaliar o grau de relevância destas descobertas fora do laboratório, onde outros fatores podem ser importantes.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

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