segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Tratamento contra a demência

Biólogos moleculares da Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, encontraram um novo método com células-tronco que poderia facilitar o desenvolvimento de um tratamento contra a demência frontotemporal, informaram os pesquisadores na publicação “Stem Cell Reports”. Os biólogos conseguiram imitar no laboratório o processo de aparição de um defeito genético que acaba dando forma a um grupo de demências frontotemporais e conseguiram corrigi-lo.
Esse tipo de demência é responsável por aproximadamente 50% dos casos diagnosticados desta doença antes dos 60 anos e até 40% dos pacientes têm um histórico familiar, ou seja, é hereditário. A demência frontotemporal é o nome de um grupo de demências progressivas que afetam principalmente a personalidade, o comportamento e o fala de um indivíduo.
Os pesquisadores descobriram em seu trabalho um defeito na geração de neurônios corticais relacionado com a mutação GRN e uma “via de sinalização” específica, denominada Wnt, que é importante para o desenvolvimento neuronal. Foi detectado que esse elemento impede as células se transformarem em células maduras do córtex cerebral, desconhecido até agora.
A equipe de pesquisadores determinou que é possível corrigir esse defeito através da manipulação genética ou um tratamento que inibe a via de sinalização Wnt para assim restaurar a capacidade das células-tronco pluripotenciais induzidas de se transformar em neurônios corticais. Um tratamento com pequenas moléculas também surtiu efeito. Este é o primeiro passo rumo ao desenvolvimento de um remédio.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


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