segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Momento lírico 314

ROSEIRAS
(Karl Fern)

Roseira elegante e viçosa
Oscilando ao sabor da brisa
Elegante, segura e precisa
Com soberania caprichosa
És exuberante e mimosa
Pelos jardins és a poetisa.

Qualquer roseira pontifica
Com pétalas da cor fulgente
Farta formosura imponente
Porém nenhuma é tão rica
Como uma que brota e fica
Ornando coração da gente!

Trago minha amada roseira
Romântica, adurável e bela
Ninguém se compara a ela
Envolta de simpatia faceira
Santa e doce companheira
Com sua meiguice singela!

Sublimando meu alvorecer
Com seu perfume sedutor
Segue-me por onde eu for
Reflorescendo ao anoitecer
Súplice no leito do querer
Regada pela seiva do amor.

Augusta em lírica nobreza
Num pendular sussurrante
Volve um delírio excitante
Remida em angelical pureza
E com tanto prazer e beleza
Tece meu viver fascinante!


Um comentário:

Lucena Fernandes disse...

Que poema lindo, romântico e perfeito!