segunda-feira, 7 de julho de 2014

Momento lírico 282

MEU PAI, in memorian (*)
(Karl Fern)

Ele foi meu herói completo
O ídolo máximo, predileto
Protótipo do cara perfeito
Minha referência querida
Exemplo para toda a vida
Que ensinava tudo direito.

Eu imitava seu penteado
Queria ter seu barbeado
Adorava segurar sua mão
Andar seguro nas calçadas
Acompanhar suas passadas
Receber sua sonora benção.

Admirava sua inteligência
Sonhava ter sua sapiência
Quando escutava seu falar
Sorria quando ele sorria
Sofria quando ele sofria
Fazia-me bem lhe abraçar.

Cresci tendo-o como guia
Símbolo de paz e sabedoria
Pensava tê-lo a vida inteira
Como soberano dedicado
Estaria sempre ao meu lado
Até minha hora derradeira.

Lembro que me admirava
Que de mim se orgulhava
Amava dizer-se meu genitor
Ficava feliz estando comigo
Tinha-me um filho e amigo
Era eu protegido e protetor.

Um dia cumpriu-se o destino
Foi-se o pai, ficou o menino
O pior de tudo aconteceu!
A despedida que não queria
Tivemos  nosso último dia
Horas depois ele morreu!

Hoje rezo pela tua alma
Pedindo sua luz e sua calma
Imagem venerável saudosa
Uma lágrima a contragosto
Cai do meu entristecido rosto
Na lápide fria e silenciosa.

(*) Carlos F. Medeiros
* 06/12/1920
+ 09/10/1994


Um comentário:

Lucena Fernandes disse...

Lindo poema para um pai herói!