segunda-feira, 14 de julho de 2014

Momento lírico 284

ROSAS E ESPINHOS
 (Karl Fern)

Nas redomas da natureza
Há a perfeição das rosas
Eternamente maravilhosas
Singulares em sua beleza
Seja na alegria ou tristeza
Indelevelmente graciosas.

Cinta de pétalas virtuosas
Jaez em peças multicores
Atilada rainha das flores
Joias mágicas misteriosas
Meigas, plácidas e sedosas
Fiam avalanches de amores.

No brilho de serenas cores
Tatuam felicidade e prazer
Incitam vontade de viver
Exalam genuínos odores
Aliviam mágoas e dores
Fazem o imo rejuvenescer.

Mas sob uma rosa aponta
Osco e ciumento espinho
Cruel, repulsivo e sozinho
Com sua traiçoeira ponta
Lacerar é o que ele conta
Quem ansiava só carinho.

Como rosas, nos caminhos
Do existir de muita gente
Vem um querer de repente
Depois se vai de mansinho
Como pontadas de espinho
Deixa o coração pungente!

O que teria sabor do vinho
Que elevou perto do céu
Pulveriza a doçura do mel
Daquilo que foi seu ninho
Deixa um vivente sozinho
Imerso num amargor de fel.

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