quinta-feira, 15 de maio de 2014

Tecnologia: Novo purificador de água

Um purificador revolucionário, desenhado no Chile, que transforma a água em plasma e consegue eliminar todos seus vírus e bactérias, pode ser uma nova esperança para América e África, beneficiará antes do fim do ano cerca de 10.000 famílias de Haiti, Bolívia, Gana e Chile. Essa é apenas uma pequena parte dos 768 milhões de pessoas no mundo que não têm acesso à água limpa, segundo dados das Nações Unidas.
O chileno Alfredo Zolezzi, à frente dos laboratórios do Advance Innovation Center (AIC), de Viña del Mar (costa central), é autor de uma experiência científica que, pela primeira vez, torna água contaminada em plasma, o quarto estado da matéria além do líquido, sólido e gasoso. O plasma é obtido com a ionização dos átomos, que perdem sua cobertura de elétrons e ficam todos desordenados.
Diferentemente dos purificadores atuais, o dispositivo criado por Zolezzi acelera a água, aplicando-lhe uma descarga elétrica, transforma-a em plasma e destrói todos os vírus e bactérias em um processo com o qual se obtém água mais pura do que a que chega às nossas casas. O dispositivo, um tubo de 30 centímetros de comprimento, é alimentado com eletricidade, mas também poderia sê-lo com baterias dotadas de requisitos específicos. Além disso, o cientista afirmou que exige muito pouca energia e infraestrutura, condições ideais para ser usado em aldeias remotas e pobres.
Zolezzi não quis vender essa descoberta. Simplificou-a para que seja fácil de usar em qualquer lugar e se assegurou de que essa tecnologia possa mudar a vida dos que têm menos antes de ser comercializada em larga escala. Ele também concebeu variações do purificador para que possa, no futuro, ser fabricado em impressoras 3D.
O projeto avançou neste último ano: foram selecionados os países onde vai ser produzido em larga escala e onde será testado com ajuda do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da ONG Fundação Avina. Ambos capacitarão a população de cada país e documentarão as dificuldades antes de uma distribuição global, que chegaria em 2015.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


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