quarta-feira, 30 de abril de 2014

Queimadas na Amazônia X Impacto na seca

Um estudo internacional realizado ao longo de oito anos na Amazônia identificou que a floresta é severamente afetada por queimadas em anos de seca, que podem causar uma degradação permanente no bioma. É preciso maior atenção para o controle de queimadas na região, principalmente se as temperaturas estiverem altas.
Conduzida por brasileiros, a pesquisa foi feita na região do Alto Xingu, no Mato Grosso, em um trecho de floresta que foi queimado repetidamente durante o período estudado. Com a ajuda de imagens de satélites, os cientistas analisaram o impacto do incêndio na vegetação e constataram que quando a temperatura estava acima da média e houve redução de chuvas, houve acentuada mortalidade de árvores.
A maior perda de vegetação, um total de 12% da área analisada – equivalente a um milhão de campos de futebol – ocorreu em 2007, quando a temperatura na região de MT ficou 2,5ºC acima da média e o volume de chuvas caiu 20%. Em 2013 o Brasil registrou 115.484 focos de incêndio. Pará, Mato Grosso e Maranhão registraram mais queimadas. As razões variam desde limpeza de pastos, preparo de plantios, desmatamentos e colheita agrícola, disputas por terras e protestos sociais.
Devido ao calor excessivo, o solo fica mais seco e as árvores não conseguem absorver água suficiente para se manterem vivas. Para ficarem mais leves e absorverem menos líquido, elas liberam folhas e galhos. Ao fazerem isto, soltam no chão material combustível para as queimadas – que são causadas pelo homem, seja de forma proposital ou acidental. O fogo prejudica a fauna e a flora nativas, causa empobrecimento do solo e reduz a penetração de água no subsolo, além de gerar poluição atmosférica com prejuízos à saúde de milhões de pessoas e à aviação.
O excesso de gases de efeito estufa na atmosfera, como o CO2, pode elevar a temperatura em determinados pontos da floresta, como o sul e leste amazônicos, que ficariam mais suscetíveis a incêndios e processos críticos de degradação. Por isso, há a necessidade de incluir as interações entre os eventos climáticos extremos e o fogo, na tentativa de prever o futuro da floresta na nova realidade do clima”.

Fonte: G1

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