quarta-feira, 2 de abril de 2014

Momento lírico 261

SEM REMÉDIO
(Karl Fern)

A sequela de perda do seu valedouro amor
Tornou-o demente, deixando-o fenecer
Desprezado segue afogando-se nessa dor
Não consegue achar motivos pra vencer.

Está ausente tentando em vão esquecer
Com seu olhar desfigurado pela redenção
Procura em volta o que o faça renascer
Pra tentar de vez sacar a dor do coração.

Ver tanta gente não lhe traz libertação
Em movimento chegam e saem devagar
Mas elas não alteram sua doentia aflição
Nem novos rostos ele consegue enxergar.

Esse imenso vazio não o deixa sossegar
Na fria bebida não encontra saciedade
Na imutável lembrança segue a se apegar
Pouco a pouco vai morrendo de saudade!

Um comentário:

Anônimo disse...

Amanhã eu fico triste! Hoje não! E todos os dias, por mais amargos que sejam, eu digo: "Amanhã eu fico triste, hoje não!"


Super verdadeiro! Simplesmente fantástico!