sábado, 8 de março de 2014

Momento lírico 252

RASTRO AMARGO
 (Karl Fern)

Da desconfiança medonha
Gerou a esperança fugidia
E o que pareceu algum dia
Ser uma realidade risonha
Deixou a lágrima tristonha
De uma contrição doentia!

O que de tão brilhante luzia
Revolvia-nos de felicidade
Não pôde resistir à maldade
Da incompreensão tardia
A confiança que se carecia
Ruiu no fio da emotividade.

Onde houve cumplicidade
Tantas e ilimitadas loucuras
Demonstrações de ternuras
Morreram com a insanidade
Assim só restou de verdade
Rudes pegadas de amarguras!

Um comentário:

Aécio Medeiros disse...

Lindo poema meu amigo Carlão. Parabéns mais uma vez.
Abraço fraternal de Aécio.