terça-feira, 11 de março de 2014

Momento lírico 253

SOLITUDE
(Karl Fern)

Fluindo entre folhas e galhos
Um débil raio de luz permeia
Tênue brisa sopra em retalhos
Adejando finos grãos de areia.

Incansável o oceano ondeia
Fria água marulha pela praia
E o resplendor do luar prateia
A impassível torre da atalaia.

O traçado do horizonte ensaia
Limites que a mente campeia
No silencioso sono da jandaia
Ouve-se o cantar d’uma sereia.

E na plenitude lírica dessa teia
Estrelas debruam o seu nome
Meu saudoso coração pranteia
Malvada tristeza me consome!

Sombra noturna que não some
Angústia vagueia na quietude
Do amor perdido vem a fome
E as lágrimas caem na solitude.

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