segunda-feira, 24 de março de 2014

Devecser e seu futuro verde

Após um desastre ambiental sem precedentes que arrasou há quatro anos a cidade húngara de Devecser, esta cidade situada no oeste do país apostou no respeito ao meio ambiente e no desenvolvimento sustentável para se recuperar da crise.
Em outubro de 2010, uma maré de barro tóxico procedente de uma fábrica de alumínio arrasou cerca de 4 mil hectares em torno de Devecser, Kolontár e Somlóvásárhely. Dez pessoas morreram, 125 ficaram feridas e os danos econômicos rondaram os 200 milhões de euros. As imagens do barro, de intensa cor vermelha, rodaram o mundo. Para deixar para trás a maior catástrofe ambiental que a Hungria sofreu, Devecser optou por se reinventar como uma cidade ecológica, investindo em energias renováveis.
A primeira fase desta reconversão foi limpar o terreno, para o que foi preciso retirar a ca-mada superior da terra contaminada pelo barro tóxico. O município comprou vários terrenos para plantar uma variedade de álamo que é empregado para gerar biomassa como fonte de energia.
Graças ao combustível que produzem os 30 hectares de plantações e a calefação de várias instituições de Devecser já não significam uma despesa para a cidade. Além disso, parte dos terrenos que ficaram inundados pelo lodo e que não servem para a agricultura acolhem agora um parque empresarial.
O projeto de reconstrução e transformação “verde” de Devecser custou 122 milhões de euros, que foram financiados com fundos estatais e com 6,5 milhões de euros provenientes de doações para um fundo de reconstrução. Além disso, a três quilômetros de Devecser, em uma área que não foi contaminada, foi criada uma plantação com maçãs silvestres, que quase não necessitam ser fumigadas, motivo pelo qual seus frutos são mais naturais. As maçãs são desidratadas em uma pequena fábrica que é nutrida por energia solar para seu funcionamento e logo são vendidas nos mercados locais.
No total, a aposta em energias renováveis criou 200 postos de trabalho, em uma cidade de 5 mil habitantes.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter) apud TERRA

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