segunda-feira, 17 de março de 2014

Caixa de gordura (II)

Texto elaborado por Carlos Fernandes com base na NBR 8160 / ABNT
1. Tipos
As caixas de gordura - CGx - devem ser dimensionadas levando-se em conta o que segue:
a) para a coleta de apenas uma cozinha, pode ser usada a CGx pequena ou simples;
b) para a coleta de duas cozinhas, pode ser usada a CGx simples ou a dupla;
c) para a coleta de três até 12 cozinhas, deve ser usada a CGx dupla;
d) para a coleta de mais de 12 cozinhas, ou ainda, para cozinhas de restaurantes, escolas, hospitais, quartéis, etc., devem ser previstas CGx especiais.
2. Formas
As CGx devem ser divididas em duas câmaras, uma receptora e outra vertedora, separadas por um septo não removível.
3. Dimensões
As dimensões mínimas das CGx podem ser as seguintes:
a) pequena (CGP), cilíndrica
1) diâmetro interno: 0,30 m;
2) parte submersa do septo: 0,20 m;
3) capacidade de retenção: 18 L;
4) diâmetro nominal da tubulação de saída: DN 75;
b) simples (CGS), cilíndrica
1) diâmetro interno: 0,40 m;
2) parte submersa do septo: 0,20 m;
3) capacidade de retenção: 31 L;
4) diâmetro nominal da tubulação de saída: DN 75;
c) dupla (CGD), cilíndrica
1) diâmetro interno: 0,60 m;
2) parte submersa do septo: 0,35 m
3) capacidade de retenção: 120 L;
4) diâmetro nominal da tubulação de saída: DN 100;
d) especial (CGE), prismática de base retangular:
1) distância mínima entre o septo e a saída: 0,20 m;
2) volume da câmara de retenção de gordura obtido pela fórmula: V = 2 N + 20, onde:
- N é o número de pessoas servidas pelas cozinhas que contribuem para a caixa de gordura no turno em que existe maior afluxo;
- V é o volume, em litros.
3) altura molhada: 0,60 m;
4) parte submersa do septo: 0,40 m;
5) diâmetro nominal mínimo da tubulação de saída: DN 100.


Desenho Carlos Fernandes

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