quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Momento lírico 232

FARINHA INDIGESTA
(Karl Fern)

Parece pelo mundo inteiro
Político não tem boa fama
Possui atração pela lama
Não pode ver um dinheiro
Quer logo pra ele primeiro
Se acha com esse direito
O malandro bate no peito
Das verbas quer um naco
Pra colocar no seu bisaco
Sempre por baixo do pano
Essa classe de ser humano
É farinha do mesmo saco?

Tem tal atração pela grana
Mesmo que não seja sua
É santo se andando da rua
Parece um sujeito bacana
Mas por dentro é sacana
Faz tramas nos bastidores
Com amigos arma horrores
Nem está aí pra o povão
Do eleitor o único quinhão
Que interessa de verdade
E que busca com falsidade
É voto na próxima eleição!

Na horda de trambiqueiros
Não há nenhuma piedade
Roubam tudo da sociedade
Nos espoliando sorrateiros
Criaram os tais mensaleiros
Uma organizada associação
Especializada em corrupção
Lobos em pede de cordeiros
Grandes chacais traiçoeiros
Nenhuma vergonha na cara
Alto despudor na sua seara
Pra enganar os brasileiros!

A gente se sente frustrada
Não tem a quem recorrer
Não é difícil de perceber
Mas a situação é armada
De forma cruel e danada
Safam-se na frágil justiça
Criam um palco de mundiça
E no povo um fanatismo
Com maligno ilusionismo
E seguem enriquecendo
A custa do Tesouro vivendo
Doando falsidade e cinismo!

2 comentários:

Anônimo disse...

É desse meodelo.....ÔÔÔ Raça!


Poema bem bolado!

Anônimo disse...

É desse jeitinho! Nunca vi coisa igual, a única coisa aqui foi o poema!


Parabéns!