domingo, 12 de janeiro de 2014

Ambiente: Supervulcões

Um estudo realizado por especialistas suíços e publicado na revista Nature Geoscience, sugere que os supervulcões, como o Yellowstone, nos Estados Unidos, podem entrar em erupção a qualquer momento, sem terremotos ou outros fatores externos. O imenso volume de magma seria suficiente para causar uma supererupção catastrófica. Um supervulcão pode entrar em erupção simplesmente por causa de seu enorme tamanho.
Supererupções ocorrem raramente, geralmente uma vez a cada cem mil anos. Mas quando ocorrem, o efeito é devastador para o clima e ecologia do planeta. Há cerca de 20 supervulcões na Terra, entre os quais o Lake Toba, na Indonésia e Lake Taupo, na Nova Zelândia.
Quando um supervulcão entrou em erupção há 600 mil anos no Estado de Wyoming, onde fica hoje o Parque Nacional de Yellowstone, expeliu mais de mil quilômetros cúbicos de cinzas e lava na atmosfera – o suficiente para enterrar uma cidade grande a alguns quilômetros de profundidade. É possível comparar a erupção ao impacto de um asteroide. O risco de que possa acontecer a qualquer momento é pequeno, mas quando acontece as consequências são catastróficas.
Entender o que desencadeia uma megaerupção continua sendo uma questão difícil de responder. Um mecanismo possível pode ser o aumento da pressão sobre a câmara magmática gerada pelas diferenças entre a densidade do magma e das rochas que a rodeiam. É possível que um gatilho adicional, como uma injeção repentina de magma, uma infusão de vapor de água ou um terremoto também seja necessário.
A boa notícia é que se um vulcão como o Yellowstone estiver à beira da erupção, emitirá um alerta. O solo provavelmente seria elevado em centenas de metros. Os cientistas acreditam que o vulcão atualmente tem entre 10 e 30% de magma parcialmente derretido. Para que a pressão seja suficiente para causar uma erupção, seria necessário que esse índice seja de 50%.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

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