domingo, 29 de dezembro de 2013

Momento lírico 230

BETSABÁ
(Karl Fern)

Contada no Velho Testamento
É uma história angustiante
De como uma paixão fulminante
Faz o ser humano desatento
E por causa deste sentimento
Esquecer nosso Deus vigilante.

Relato de um casal envolvente
E de Urias e sua infelicidade
Que por causa de sua lealdade
Foi ordenado morrer inocente
Pra que sua esposa atraente
Se tornasse rainha de verdade.

Em textos rabínicos antigamente
É dita ser mulher bem dotada
De mente brilhante e recatada
E beleza física surpreendente
Que fez Davi pecaminosamente
Desejá-la pra ser sua amada.

No entanto Betsabá era casada
Segundo o livro II de Samuel
Era a sétima filha de Amiel
Com guerreiro heteu esposada
Que batalhava em luta armada
Defendendo o reino de Israel.

Estava sozinha em seu banho
Quando a viu pela sua janela
Enlouqueceu de cobiça por ela
Sem pensar em nada estranho
Seduzido por desejo tamanho
Mandou trazê-la em sua cela.

Como rei manteve-a amasiada
E a engravidou naqueles dias
E ao sabê-la mulher de Urias
Pra não vê-la ser apedrejada
Se adúltera fosse assim julgada
Planejou a pior das covardias.

Ordenou ao comandante amigo
Que recuasse repentinamente
Pondo Urias sozinho na frente
Pra ser matado pelo inimigo
Sem pensar num divino castigo
Sobre sua alma de rei demente.

Seu general Joabe assim o fez
Obedecendo ordem soberana
A vontade real mesmo insana
Sem entender essa insensatez
Assim morto Urias, era a vez
De esposar a viúva, sua gana.

Repreendido por Natã, o profeta
Davi reconheceu seu pecado
Pediu perdão, mas foi castigado
Não teve a felicidade completa
Pois pela justiça divina direta
O filho nasceu morto deformado.

Davi profundamente abatido
Ao Deus Eterno, em adoração
Prostrou-se pedindo seu perdão
Pelo Senhor foi assim atendido
Dando-lhes o herdeiro mais sabido
O lendário e mítico Rei Salomão!

Um comentário:

Anônimo disse...

Esse poema está um show!


Arrazooouuu!