sábado, 28 de dezembro de 2013

Momento lírico 229

FIM DE ANO
(Karl Fern)

Ano novo, vida nova?
Acho que nem tanto assim
Não consigo ver a prova
Se isso é bom ou é ruim!

É mais um ano que se vai
E mais um que se aproxima
É a idade que se esvai
Esperança que reanima!

Todo fim de ano tem festas
Várias confraternizações
Onde de quebram arestas
Se abrem os corações!

Haja abraços, muitos beijos
Muitas festas e bebidas
Champanhe, vinhos e queijos
Fartas conversas ouvidas!

São datas de alegrias
Felizes pra muita gente
De promessas meio vazias
De intenções indigentes.
                                                                    
Nesta data é só sorriso
Conversadora e cordial
Ser simpática é preciso
É só uma época temporal.

É tempo de felicidade
Mas também de hipocrisia
Pois quem nasce pra maldade
Não muda da noite pro dia!

Gente se dizendo generosa
Que sai cobrando caridade
No dia a dia é orgulhosa
Vem agora pregar piedade.

Se faz até propaganda
Pra dar uma feira de Natal
Depois a bondade desanda
Após não tem fome igual?

Devia ser todo dia assim
Se Deus não tem calendário
Eu mesmo indago pra mim
Por que ser tudo temporário?

Conviver em fraternidade
Por todos os dias do ano
Pra o bem da sociedade
Seria muito mais humano!

2 comentários:

Lucena Fernandes disse...

É desse jeitinho poeta. Igualzinho como descreveu!
E haja hipocrisia!

Anônimo disse...

Como bem falou o poeta, essa hipocrisia, poderia ser trocada por, solidariedade o ano inteiro, abraços verdadeiros, o ano inteiro! A falsidade do fim de ano, ninguém merece!