segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Fukushisma interminável!

O contínuo vazamento de água contaminada na central de Fukushisma fez todos os alarmes soarem e ressaltaram em 2013 que a crise nuclear está longe de ser resolvida, e que o desmantelamento da usina entrou em uma delicada e decisiva fase.
Quase três anos após um dos piores acidentes nucleares da história, a população de Fukushima continua lutando por controlar problemas como o dos vazamentos, por sua vez continuam os trabalhos para desmontar as danificadas e contaminadas instalações. O governo japonês surpreendeu o mundo ao revelar que a central de Fukushima derramava diariamente cerca de 300 toneladas de água radioativa no mar, o que considerou como um problema grave e urgente.
A acumulação de água contaminada se tornou então a questão central na luta dos 3.500 trabalhadores que em duríssimas condições tentam lutar contra os perigos da central acidentada. A água radioativa aumenta diariamente para cerca de 400 toneladas de água subterrânea que, proveniente das montanhas, se colam nos porões e se misturam com o líquido tóxico.
Enquanto isso, pela segunda vez desde a crise de Fukushima, o Japão voltou a entrar em um período de blecaute nuclear, e ainda mantém vivo o debate sobre este tipo de energia. Após a crise de Fukushima e devido aos temores sobre a segurança das usinas nucleares, o Executivo japonês decidiu em maio de 2012 deixar a provisão deste tipo de energia a zero pela primeira vez em 42 anos. Dois meses depois, em 1º de julho, autorizou no entanto que a usina de Oi retomasse suas operações para garantir o fornecimento na região de Kansai, a segunda mais povoada do país.
Nenhum outro reator foi ativado desde então, embora o atual governo conservador, que chegou ao poder em dezembro de 2012, defenda voltar a apostar em energia nuclear e aprovou provas novas e mais detalhadas de segurança para que as centrais possam ser reativadas.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE


Um comentário:

Anônimo disse...

PÔXA!Que coisa héim?