terça-feira, 15 de outubro de 2013

Momento lírico 210

ODE CRISTÃ
(Karl Fern)

Há dois mil anos atrás
Nascia numa estrebaria
Filho de José e Maria
Em meio a muitos animais
O mais puro dos mortais
Feito homem por Deus pai
De nome bíblico, Adonai
Foi único sem ter defeito
Pra tornar o mundo direito
Com sua mensagem de paz
Como somente ele foi capaz
Por ser um homem perfeito.

Escapou ainda criança
Da sanha do rei Herodes
Contado em poemas e odes
Viveu quatro anos no Egito
E após morte do maldito
Regressou para sua Nazaré
Com a família unida na fé
Cresceu como carpinteiro
Em Séforis ele foi pedreiro
Capital árabe dos romanos
Quando tinha só 12 anos
Fez seu discurso primeiro

Depois da morte de José
Trabalhou com um irmão
Até que apareceu João
Que em nome de Yahvé
Batizando todos na boa-fé
Nas águas do Rio Jordão
Exercendo própria missão
Viu nele o poder divino
E que era seu destino
Batizar o filho de Deus
Salvador dos povos judeus
Como simples peregrino.

Tinha então trinta anos
Entendeu que era hora
Pregar uma nova aurora
Livrar o povo dos enganos
Ter seguidores humanos
Pregando essa Boa Nova
Colocar a palavra à prova
Lições do novo Evangelho
Rever conceitos do Velho
A realização das profecias
Mostrar-se como Messias
Só amor como conselho.

Deu a remissão dos pecados
A partir do povo de Israel
Mostrou seu divino papel.
Espalhou frenéticos recados
Muitos milagres realizados
Passando por várias cidades
Sempre falando bondades
Foi de Nazaré até Samaria
Em Cafarnaum na pescaria
Viu Pedro e o irmão André
Depois Mateus, João, Tomé
Filipe, Judas, que o trairia

Tomé ascético e Bartolomeu
Tiago Maior e Tiago Menor
Doze apóstolos ao seu redor
Simão Zelota, o Cananeu
Dois Tiagos e Judas Tadeu
Eram seus apóstolos fiéis
Que seguiam o Mestre a pés
Distribuindo ensinamentos
Compartilhando momentos
Na mais divinal vocação
Na Boa Nova como oração
Na alegria ou no tormento.

O seu rebanho crescendo
A palavra fácil ganhando
A lógica divina avançando
O povo se convencendo
Mudanças iam acontecendo
Despertou a inveja de Caifás
Preferiu proteger Barrabás
E o covarde Pôncio Pilatos
Sem argumentos ou fatos
Fê-lo condenado à morte
Sentenciaram sua sorte
Como constam nos relatos.

Era dito pelas Escrituras
Que pra nos dar salvação
Com seu amor no coração
Um dia desceria das alturas
Pra salvar todas as criaturas
Coberto com poder divino
Foi humano desde menino
Adulto tornou-se nossa luz
Deixou-se morrer na cruz
Derramou o sangue sagrado
Pondo o mundo abençoado
Esse deus-homem foi Jesus!

Traíram-no pelo dinheiro
Mataram-no sem piedade
Mas pra nossa felicidade
Ficou para o mundo inteiro
Seu ensinamento primeiro
O amor a Deus muito além
E ao semelhante também
Pra praticar sempre o bem
Sem nunca escolher a quem
Isso jamais terá um preço
Desde que houve começo
Pra séculos sem fim, AMÉM.

Um comentário:

Lucena Fernandes disse...

Parabéns mais uma vez! Belíssimo!