segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Momento lírico 196

ETERNO AMOR
 (Karl Fern)

Era uma rua estreita
Na verdade uma viela
Uma casinha malfeita
Uma porta e sem janela
Mas parecia perfeita
Pois ali eu tinha a ela.

A vida como aquarela
Nosso cantinho resistia
Tudo bom eu via nela
Ela jamais se maldizia
O que era meu era dela
O que era dela dividia.

Vivíamos em fantasia
Nosso bem nunca acabou
Uma perfeita harmonia
Nunca nada nos cansou
De fora mais nada queria
Também nada nos faltou.

O tempo passou passou
A idade sendo contada
Até que Deus a levou
Abandonado no nada
Minha felicidade findou
A saudade veio malvada.

Minh’alma é confortada
Quando olho o infinito
Vejo uma estrela parada
Um piscado mais bonito
Sinto ser ela encantada
Em seu corpo e espírito.

Como se por Deus dito
Eu sua sábia perfeição
Nem precisa tá escrito
Ou gravado no coração
Aqui na terra foi finito
Mas no céu não será não.

A dor não será em vão
A natureza assim quis
Meus dias aqui findarão
O livro sagrado me diz
E na glória divina, então
Serei eternamente feliz.


2 comentários:

Lucena Fernandes disse...

Inspiração divina. Que maravilha de poema! Ser eternamente feliz é o maior desejo de quem ama de verdade.

Anônimo disse...

Belo poema! esse é o desejo de quem ama, e perdeu seu amor! Ser feliz na eternidade!