quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Momento lírico 193

UMA PORTA SEM JANELAS
(Karl Fern)

Eram paredes vermelhas
Embaixo de mágicas telhas
No meio uma porta aberta
Uma abertura sem tranca
Envolta em névoa branca
De uma suavidade incerta.

Não se mostravam janelas
Mas as paredes tão belas
Pareciam mandar convites
Um chamado misterioso
Algo intrigante e delicioso
Uma atração sem limites.

Via-as cada vez mais perto
Em tal nevoeiro encoberto
Ouvi uma afável palpitação
Indo encantado e risonho
Senti que estava em sonho
Entrando em seu coração.
Fonte: MINHA RIMAS II                                                 


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