segunda-feira, 22 de julho de 2013

Português!

   Discordo de toda essa tentativa de ridicularizar o termo “presidenta” e por tabela querer atingir a presidenta DILMA (que eu também não acho lá essas coisas toda!). A bíblia dos dicionários, o AURÉLIO, registra o termo como feminino de "presidente". Exemplificam até com o termo estudante pela não existência de “estudanta”. Para estes um exemplo: o feminino de "elefante" é "elefanta"! O português nunca foi permanentemente sistemático na variação ou derivação das palavras!
Há uma Lei Federal 2.749, de 1956, do senador Mozart Lago (1889-1974), meio ridícula até, que determina o uso oficial da forma feminina para designar cargos públicos ocupados por mulheres. Esta Lei Federal 2749/56, não foi revogada, ou seja, ainda é válida! Além do mais nossa Presidenta sancionou a Lei 12.605 de 03 de abril de 2012, a qual em sua ementa: Determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas.
Lei 12.605/12: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12605.htm
Lei 2749/56: http://www.lexml.gov.br/urn/urn:lex:br:federal:lei:1956-04-02;2749
L12605 (www.planalto.gov.br): Art. 1o As instituições de ensino públicas e privadas expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido.


2 comentários:

Anônimo disse...

Seja presidente, ou seja presidenta, essa tal de Dilma, ninguém maais aguenta!!!

kkkkkk rimou

Anônimo disse...

Professor, A lei 2749/1956 é de alcance específico: para os atos oficiais de quem se utiliza de recursos públicos federais, conforme seu art.2o.
Por isso, por haver esse uso obrigatório, mas específico, da forma presidenta, penso que esse termo foi recepcionado pelos dicionários. Mas no uso extra-oficial, sou daqueles que não concordam com o uso de presidenta, por contrariar a lógica gramatical, que vem da canonização de regras, e não de uma lei específica e limitada. Marcelo Carvalho (Belém/PA)