quinta-feira, 25 de julho de 2013

Biografias de brasileiras - 23

Zaíra de Oliveira (1891 - 1952)
Soprano brasileira com formação clássica no Instituto Nacional de Música, atual Escola Nacional de Música e que também cantou música popular. Em concurso (1921) na escola de música, venceu o primeiro prêmio, porém a despeito de sua grande versatilidade, não recebeu o prêmio de viagem por ser negra, fato ocorrido 30 anos antes da promulgação da Lei nº 1.390, de 3/7/951, também conhecida como Lei Afonso Arinos, proposta pelo jornalista, escritor e jurista brasileiro de Paracatu, Minas Gerais, Afonso Arinos de Melo Franco (1905-1990), proibindo a discriminação racial no Brasil..
Conta-se que isso não a entristeceu, pois naquelas circunstâncias, a alta distinção conquistada no mais importante órgão oficial de ensino artístico da capital do Brasil lhe daria motivo justo de orgulho. Acompanhada pelo regional de Canhoto (Waldiro Frederico Tramontano 1908-1987), a cantora apresentava-se na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
Gravou seu primeiro disco (1924), e no ano seguinte participou de festivais artísticos, dos quais o do Teatro Municipal de Niterói, onde cantou Tosca, de Puccini (Giacomo Antonio Domenico Michele Secondo Maria Puccini ou apenas Giacomo Puccini 1858-1924), Berceuse, de Nepomuceno (Alberto Nepomuceno 1864-1920) e Schiavo, de Carlos Gomes (Antônio Carlos Gomes 1836-1896), além de A despedida e Cantiga praiana de Eduardo Souto (1882-1942), com letras de Manuel Bastos Tigre (1882-1957) e Vicente Carvalho (1866-1924), respectivamente. Apresentou-se também no Casino Copacabana Palace ladeada de Catulo da Paixão Cearense (1863-1946) e Gastão Formenti Gastão Formenti (1894-1974). Casou-se (1932) com o violonista e compositor Ernesto Joaquim Maria dos Santos, o Donga (1890-1974), e tiveram uma filha, Lígia.
Cantou ainda em vários coros de igrejas. Em seu livro Não acuso nem me perdôo, o embaixador Paschoal Carlos Magno (1906-1980) considerava-a uma das maiores cantores negras do mundo. Morreu no Rio de Janeiro e entre seus sucessos mais populares citam-se Cabeleira à la garçonne (1925), Dondoca (1927), Canção dos infelizes (1931), Pode bater (1931), Solange (1931) e Já mandei (1932)
Fonte: SÓ BIOGRAFIAS (http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/)


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