segunda-feira, 8 de julho de 2013

Antibióticos

O uso contínuo de antibióticos, além de estimular o surgimento de bactérias mais resistentes, pode também ser tóxico para ouvidos, rins e tendões. Esse mecanismo consiste na produção de uma espécie reativa de oxigênio que danifica o DNA e as enzimas das bactérias, além da membrana que envolve a célula. É dessa forma que o medicamento consegue matar as bactérias.
O problema é que esses efeitos não se limitam aos microrganismos. Médicos sabem há anos que os antibióticos ocasionalmente causam efeitos colaterais graves. Doses clínicas prolongadas de antibióticos leva ao chamado “estresse oxidativo” das células dos mamíferos. Esse “estresse” leva danos ao DNA, proteínas e lipídios das células humanas. Mais especificamente, as afetadas são as mitocôndrias, organelas celulares que têm estrutura parecida com a das bactérias e que são responsáveis pela produção de energia.
Para tentar reverter esses efeitos colaterais, os cientistas estão testando a administração de antioxidantes tanto nos animais quanto nas células humanas. A estratégia tem se mostrado eficiente nos dois casos. Outra estratégia possível para reduzir esse problema seria utilizar um tipo específico de antibiótico capaz de limitar o crescimento das bactérias, mas não matá-las: a tetraciclina. Esse medicamento não provoca o “estresse oxidativo” das células.

Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

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