terça-feira, 14 de maio de 2013

Lembranças de Marinês

Aquarela Nordestina

No Nordeste imenso, quando o sol calcina a terra,
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra.
Juriti não suspira, inhambú seu canto encerra.
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra.
Acauã, bem no alto do pau-ferro, canta forte,
Como que reclamando sua falta de sorte.
Asa branca, sedenta, vai chegando na bebida.
Não tem água a lagoa, já está ressequida.
E o sol vai queimando o brejo, o sertão, cariri e agreste.
Ai, ai, meu Deus, tenha pena do Nordeste.
Ai, ai, ai, ai meu Deus
Ai, ai, ai, ai meu Deus.

     (*) Marinês, nome artístico de Inês Caetano de Oliveira (São Vicente Férrer, 16 de novembro de 1935 Recife, 14 de maio de 2007) foi uma cantora brasileira de forró, baião e xaxado, entre outros ritmos. Filha de pai, iniciou a carreira na banda Patrulha de Choque do Rei do Baião, que formou com o marido Abdias e o zabumbeiro Cacau para se apresentar na abertura dos shows de Luiz Gonzaga. Gravou o primeiro disco em 1956, já à frente do grupo Marinês e sua Gente, com o qual se consagrou. Sem dúvida, a canção que a consagrou foi  Peba na Pimenta, de João do Vale, José Batista e Adelino Rivera, que causou polêmica na época em que foi gravada, devido ao seu duplo sentido. Vítima de um AVC em 5 de maio, em Caruaru, estava se recuperando no Real Hospital Português de Beneficência, no Recife, quando morreu. Portanto estamos a seis anos de sua morte!

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