terça-feira, 16 de abril de 2013

Momento lírico 161


A DOR DE UM POETA (*)
(Karl Fern)

Que faz um poeta sozinho
Distante de sua amada!
Fita perdido a calçada,
Na mente um redemoinho,
Só pensa ficar pertinho
Mesmo que não diga nada.

Sua voz fica calada,
No olhar vê-se o tédio,
Pra ele não tem remédio,
A solidão é malvada,
A luz do dia é parada,
Não há brisa nem assédio.

Quem sabe por intermédio
De uma ordem telepática,
Uma raiz matemática,
Lhe mostre um termo médio,
Que seja o tal remédio
Pra tamanha problemática.

Uma ilusão emblemática
Revolve a imaginação,
Acelera o coração
Numa esperança apática.
Uma miragem lunática.
Logo vem a frustração.

A dor da separação
O corrói como ferida,
Uma emoção perdida,
O choro de uma canção
E clama com aflição
Por quem já é sua vida!

(*) Poema constante da orelha esquerda do livro "Minhas Rimas"


Nenhum comentário: