terça-feira, 2 de abril de 2013

Momento lírico 156

Na última vez que estive lá no São Roque, a zona rural de minha infância, revi a velha craubeira do açude velho, a maior árvore da propriedade que felizmente os destruidores da natureza ainda não puseram fim a sua vida pelo gume de um machado ou da sanha de uma serra elétrica. Recordei longínquos 40-50 anos passados e tenho certeza que ela também lembrou-se de mim! Eis minha singela homenagem!

A CRAUBEIRA
(Karl Fern)

Craubeira, identidade de vida
Ainda és galharda e majestosa
Mostra-se nobre e vigorosa
Tua sombra ainda dá guarida
Deslumbrante com copa florida
Elegante, insigne e frondosa.

Símbolo na paisagem graciosa
Singular, imponente, colossal
Impassível porte magistral
Em volta sempre portentosa
Dignidade longeva e generosa
És o triunfo da beleza natural.

Ícone de uma história pessoal
Cresci vendo-te todos os dias
Orgulhosa em tuas cercanias
Como egrégia princesa real
Absoluta sobre todo juremal
Bordando o céu com fidalguias.

2 comentários:

Anônimo disse...

Eu nunca ouvi falar nessa planta, talvez a conheça com outro nome!

bela homenagem!

Lucena Fernandes disse...

É o mesmo que Ipê amarelo? É uma árvore muito bonita! Justa homenagem!