sexta-feira, 5 de abril de 2013

Humor: O "causo" da bufa na missa!

Muito popular, o saudoso Zé Inácio era muito querido em Santana do Seridó, principalmente por suas loucuras inofensivas e sua sinceridade. Neurótico incurável da II Guerra Mundial, tinha crises de loucuras constantes e sempre procurava se defender do ataque imaginativo dos “tedescos”, inclusive rastejando por dentro do catingote nos momentos mais agudos. Apesar da triste realidade, seus surtos muitas vezes eram motivos de diversão, como acontece com a maioria das vezes com os “perdidos do juízo = doidos”!
No entanto este episódio não teve nada com sua neurose. Certa vez ele estava assistindo uma missa na capela de Santana do Seridó (uma vez por mês vinha o vigário de Parelhas rezar uma missa na capela do então povoado!), quando bem no meio da celebração soltaram uma bufa cavalar, daquelas ditas “esfria papa”, que sai queimando o bocal gaiteiro, mas totalmente silenciosa. Fede mais que fogueira de enxofre no inferno! E quando Seu Zé Inácio começou a sentir o fedor não aguentou e gritou no meio dos fiés:
- Minha Nossa Sinhora! Quem foi o “gotinha” que sortô uma mulesta dessa?
Era assim que ele costumava chamar, vamos dizer, os não muito amigos: Gotinha! E aí já viu, né! A perturbação na cerimônia foi geral. O padre, como conhecedor de todos tentou pacificar a assembleia, gritou lá do altar:
- Calma Seu Zé Inácio! Tenha calma pelo amor de Deus!
E Seu Zé, na agonia da catinga, respondeu:
- Carma o que, Padre! Vem pra cá pr’onde eu tô! Vem aguentar também essa mulesta dos cachorro, pra ver se você fica carmo!...
E a bagunça continuou ainda por muito tempo...


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