quinta-feira, 28 de março de 2013

Fogão a lenha

Os fogões a lenha construídos em alvenaria são uma tradição brasileira, especialmente no interior paulista, mineiro e nordestino. A lenha é colocada sob uma chapa de metal instalada em seu topo com bocais para encaixe das panelas e contato com o fogo, a trempe, apoiada em duas pequenas parede laterais. Sob a trempe queima a lenha colocada por uma extremidade e na outra sai a chaminé de 4” de diâmetro, levando a fumaça para atmosfera, acima do telhado com um “chapéu” na extremidade para não entrar água de chuva. Muitos desses fogões também têm instalado um forno sob o espaço de queima de lenha para os assados, pães, bolos etc.
A fuligem levada pela fumaça adere às parede da chaminé e com o tempo pode chegar a entupir ou dificultar a passagem da fumaça por estreitamento da seção. Quando isso começa a acontecer é hora de limpar a chaminé. Se ela é longa usa-se uma vara comprida ou uma corda com um peso amarado na ponta para empurrar os detritos pra baixo que são recolhidos no espaço da trempe. Estes detritos, uma espécie de pó negro, é chamado de pucumã!
O fogão a lenha primitivo, criado pelos índios Timbiras e Tupis-Guaranis, era chamado de Tucuruba. O fogo era feito em um buraco construído diretamente no chão, protegido por algumas pedras. Sobre essas pedras se assentavam as vasilhas de barro e cerâmica. Com o passar do tempo, esse fogão foi sendo modificado e passou também a ganhar espaço nas cozinhas das casas dos bandeirantes.
Com o tempo, fogão a lenha caiu em desuso, sendo substituído pela praticidade proporcionada pelos fogões e fornos a gás, ficando seu uso mais restrito às áreas rurais, onde a lenha é mais fácil de conseguir. Apesar desse declínio nas áreas urbanas, ainda são muito comuns nas áreas rurais e nas habitações sofisticadas construídas para o lazer, como chácaras e ranchos devido, sobretudo, pelo sabor singular que deixa no alimento preparado com fogo de lenha.


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