quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Momento lírico 138

CORES MORTIÇAS
(Karl Fern)

As cores da solidão
São confusas e indefinidas
Pintam aquarelas doloridas
Colorem uma comoção
Florescem na emoção
Das mentes desiludidas.

Traz lembranças entristecidas
Pintam erros do passado
Aos olhos do alienado
Riscam tintas aborrecidas
Que queimam como feridas
No seu imo desencantado.

Espírito aflito e entediado
Sem júbilo nem fantasia
Um arco-íris de agonia
Borda um traço apagado
Que deixa o pobre coitado
Com sua esperança vazia!

Nem roga que algum dia
Haja luz em seu caminho
Com cores vivas de carinho
Brilhe as tintas da harmonia
Traga de volta a alegria
De não mais viver sozinho!

2 comentários:

Lucena Fernandes disse...

Ai que poema triste! Realmente a solidão é terrível e dolorida!

Anônimo disse...

A Solidão dói pra caramba, por isso cultivo tanto o amor, pra que não acabe me deixando assim sozinha!


Lindo e triste!