sábado, 9 de fevereiro de 2013

Momento lírico 133

 CHORO DE POETA
(Karl Fern)

Por amor um poeta chora
Não é um pranto qualquer
No íntimo quando implora
Pelo querer de uma mulher!

Não são lágrimas quaisquer
Vertem sem acanhamentos
Seja onde a amada estiver
Não são odes de fingimentos.

São lamúrias de momentos
Vertidas fluidas de comoção
Erigidas nos compartimentos
Onde se amontoa a emoção.

Têm a índole de uma canção
Em cascatas de versos e rimas
Recados súplices de redenção
Apoteose dos poéticos climas.

Ingenuidade sem pantomimas
Nobres sonhos de romantismo
Mística de afeições e estimas
Em templos de áureo lirismo.

Solitário em probo idealismo
No entardecer ou na aurora
Imolado em penoso mutismo
Por seu amor definha e chora!

Um comentário:

Anônimo disse...

Lindo demais!! Como todas as criações!

Parabéns!