terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Anticoncepcionais

Mas, afinal, qual a real segurança dos contraceptivos? A associação entre pílulas hormonais e complicações cardiovasculares é antiga. Os próprios médicos costumam dizer que não há contraceptivo hormonal 100% seguro. Mas que, na maioria dos casos, a chance de complicações é baixíssima.
O fato é que, por menor que seja, o risco existe e pode ser ampliado em determinadas situações. Mulheres acima do peso, com colesterol alto, com casos preexistentes da doença na família, que consomem álcool, fumam, são sedentárias ou passaram por cirurgias ou hospitalizações prolongadas têm maior risco de trombose e deveriam estar sendo orientadas sobre isso antes do início da contracepção.
A Anvisa divulgou um alerta informando que a pílula Diane 35 não pode ser usada por pessoas com histórico de processos trombóticos. E quantas mulheres conseguem saber disso antes do primeiro evento trombótico? Uma pesquisa do Ibope já mostrou que 44% da população brasileira não reconhece os sintomas da trombose.
Como todos os medicamentos, os anticoncepcionais, além de serem contraindicados em determinados casos, podem também sofrer interação quando tomados com outros medicamentos (antibióticos e antifúngicos orais). Por isso, a recomendação para que as mulheres procurem um médico antes de iniciar a contracepção. O anticoncepcional que a sua amiga usa pode não ser a melhor indicação para você.
Não há dúvida da importância da pílula anticoncepcional na vida das mulheres nos últimos 50 anos. Mas não é possível ignorar seus riscos. Por menores que sejam, eles podem ser minimizados com informações corretas e amplamente divulgadas.
Fonte: AVENER PRADO/FOLHAPRESS


Um comentário:

Anônimo disse...

Não preciso mais usa-las! ÔBAAA!

Bela matéria!