domingo, 27 de janeiro de 2013

Momento lírico 128

ROSAS MIMOSAS
(Karl Fern)

Primorosas joias da natureza
Virginais, coloridas e graciosas
Mágicas, atraentes e viçosas
Com seu perfume e delicadeza
Encantam na alegria e na tristeza
São elas as enigmáticas rosas.

Ainda em botão são formosas
São como comedidas donzelas
Abrem-se multicores e singelas
Exibem suas virtudes airosas
Românticas, lindas, luminosas
Acariciadas parecem mais belas.

Tornam mais lindas as aquarelas
Nas telas enfeitam os trabalhos
Em ramalhetes ou tenros galhos
Suas pétalas reluzem singelas
Solitárias nas vistosas lapelas
Dos uniformes e dos agasalhos.

Banhadas em gotas de orvalhos
Irradiam reflexos brilhantes
Ficam audazes e insinuantes
Mesmo caídas nos assoalhos
Presas em penteados grisalhos
Não deixam de ser fascinantes.

Em proporções semelhantes
As mulheres são como as rosas
Desabrocham sensuais e ciosas
Mostram-se meigas e cintilantes
Angelicais em seus semblantes,
Inconspurcadas e voluptuosas.

Abrem-se fecundas e deliciosas
Exalam seu indelével perfume.
Brilham em seu incrível lume
E se orvalham esplendorosas
Românticas, intensas, mimosas
Com luz própria igual vagalume!


Um comentário:

Anônimo disse...

Belo poema! Bela foto!

Genial!