sábado, 26 de janeiro de 2013

Momento lírico 127

DOÍDA SAUDADE
(Karl Fern)

Seria eu um poeta sonhador
Solitário e indigente de carinho
Imaginando até taças de vinho
Na penumbra noturna sem cor
Sob uma tênue luz sem fulgor
Sobre o leito, o precioso ninho.
Apesar de estar tão sozinho
Pintando tais cenas de amor?

Talvez não seja tão triste assim.
Dos espasmos da cruel solidão
Revoam nuvens de emoção
Desenha-se encantado jardim
Reflui o perfume do jasmim
Viceja essa virtual sensação
Insinua-se delírio e fascinação
Acaricio o seu imaginário cetim.

Quando há amor de verdade
Sobejam magia e lembrança
Aportam ensejos de confiança
Não se esconde doída saudade
Toda hora segue uma vontade
Em tudo se respira esperança
Há um sonho de eterna aliança
Na ânsia de dividir felicidade!


Um comentário:

Anônimo disse...

Dói muito..... Este poema é mais uma perfeição!

Parabéns!