segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Dilma e a transposição


Em seu pronunciamento de final de ano, a presidenta Dilma Rousseff não disse uma palavra sequer sobre a transposição do São Francisco. Ela não tem o menor apreço por esta obra redentora e sua prioridade é queimar milhões em estádios de futebol para a próxima Copa do Mundo e no projeto olímpico. Afinal ela herdou de seu antecessor a vaidade de aparecer aos olhos do mundo e aí estão duas ótimas oportunidades para isso se realizar.
Dilma Rousseff, mineira de nascimento e gaúcha por adoção, não conhece a realidade do sertanejo nordestino. A insensibilidade da presidenta para com o sertanejo causa mais espanto quando se sabe que o Nordeste foi a região responsável pela sua maior votação para o cargo de Presidenta da República, pois é no Nordeste onde as esmolas distribuídas pelo governo federal faz a diferença.
E para garantir que o voto seja mantido sob cabresto, basta espalhar que seus adversários pretendem acabar com as bolsas-esmolas. Pronto, são milhões de votos amarrados e assegurados a essa benfeitoria dos miseráveis. No Brasil colonial, o pobre era escravizado pela chibata do senhor de engenho. Na República era escravizado pelo parabelum dos grandes fazendeiros. E na era moderna o pobre continua escravo, desta feita preso as amarras das bolsas do governo federal . O pobre brasileiro, em especial o sertanejo nordestino, continua escravo, só mudou o senhor: do fazendeiro para o governo federal.
Extraído do artigo de OCINO BATISTA (www.jornaldaparaiba.com.br/)

Agora, anos depois de iniciada, já devorou 3,5 bilhões de reais e necessita de mais 1,8 bilhões
em aditivos. As obras paralisadas, falta de manutenção e decomposição das já realizadas,
indenização sem critérios lógicos, prejuízos nas propriedades próximas por explosões
de dinamites, empregos temporários e problemas permanentes como ruptura dos
consórcios, exigências de novas licitações,... uma infinidade de problemas.


Um comentário:

Anônimo disse...

Agora durma, com um barulho desses....