terça-feira, 15 de janeiro de 2013

50% da comida produzida vira lixo


Calcula-se que quatro bilhões de toneladas de alimentos são produzidas anualmente no planeta e que quase metade dos alimentos produzidos no mundo, ou seja, 2 bilhões de toneladas anuais, nunca chegam a ser consumidos e têm como destino o lixo.
O desperdício se deve a múltiplos fatores, incluindo a falta de estruturas adequadas, as ofertas comerciais que animam o consumidor a comprar mais que o necessário ou as suas manias que os obrigam comprar quantidades excessivas. A demanda dos supermercados por produtos cosmeticamente perfeitos também ajudam esse desperdício. Só no Reino Unido, até 30% dos cultivos de hortaliças não são colhidos porque sua aparência não cumpre com os critérios exigidos pelos consumidores.
São alimentos que poderiam alimentar suficientemente a crescente população mundial, bem como os que hoje sofrem com a fome. A população mundial superou os sete bilhões de pessoas no final de 2011, e calcula a FAO que um bilhão de pessoas passam fome. Portanto existe uma produção de alimentos mais que suficiente para alimentação de toda essa população.
Técnicas agrícolas e de engenharia e infraestruturas de transporte e de armazenamento inadequadas provocam este grande impacto a quantidade de alimentos desperdiçados. Também é um desperdício desnecessário de terra, água, adubagem e recursos energéticos que se utilizam para a produção, o processamento e a distribuição desses alimentos. Por exemplo, estima-se que cerca de 550 bilhões de metros cúbicos de água - outro bem escasso em muitos países - são usados anualmente para cultivar produtos que nunca chegam ao consumidor.
Portanto, urge a luta contra este tipo de desperdício. Por exemplo, a ONU deve trabalhar em conjunto para ajudar a mudar a mentalidade das pessoas sobre o desperdício e reduzir práticas que conduzem ao desperdício por parte de fazendeiros, produtores de alimentos, supermercados e consumidores. Caso contrário pode-se progressivamente aumentar o risco de uma crise alimentar a partir de meados do século em curso.
Fonte: YAHOO

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