segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Momento lírico 117

ÉBRIO DE AMOR
(Karl Fern)

Do lume do teu venusto olhar
Emanou um brilho cintilante
Lânguido, lindo e esfuziante
Um quase inaudível farfalhar
Que me levou a mergulhar
Nessa embriaguez ofuscante.

Fui flechado nalgum instante
Pelo fatal e angelical cupido
Que me prostrou consumido
Por um desejo penetrante
Um encantamento fascinante
Minando um coração possuído.

Sorriso enigmático indefinido
Ao mesmo tempo envolvente
Marcou-me profundamente
Deixou-me de paixão perdido
Deslumbrado e ensandecido
Em êxtase orgástica fremente

E sob o domínio de tal paixão
Acalentado por velado torpor
Senti-me flutuando num andor
Sob o descontrole do coração
Ébrio de felicidade e emoção
Nas delícias desse latente amor.


2 comentários:

Anônimo disse...

Coisa mai gostosa de se ler!!! LINDO DEMAIS!

O amor agradece!

Lucena Fernandes disse...

Meu coração foi flechado a tempos atrás e me vi neste poema!
Parabéns!