terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Momento lírico 112

A NOBRE ROSA!
(Karl Fern)

Deveria ter o nome de uma rosa
Nem entendo porque não é assim
Sendo a mais perfeita delas pra mim
De todas a mais desejada e mimosa
Com sua tez virginal e pele sedosa
Delicada e suavizante tal qual cetim.

Floresce em seu espaço imaculado
Manancial de afrodisíacos odores
Do mais poético e doce dos licores
Guarnecida no cantinho imaginado
Apetência impulsiva do apaixonado
Umedecida com néctar dos amores.

Berço mágico dos pudores sensuais
Cenário de cobiçosos pensamentos
Sucumbe às libidos de momentos
Sublimada pelas carícias pontuais
Aquecida pelas conjunções rituais
Submissa aos desejos mais sedentos.

Sonho incessante do íntimo querer
Revela-se radiante como uma flor
Emanando de seus estames de odor
Flagrância do alvedrio de conceber
Recebendo em um frenético prazer
A seiva viva com a semente do amor.

Explendente pela própria natureza
Anatomia emblemática, voluptuosa
Esculpida entre pétalas, harmoniosa
Num vértice de perfeição e nobreza
Criada por Deus com tanta sutileza,
Por que nunca teve um nome de rosa?


Um comentário:

Anônimo disse...

Intimidade feminina descrita com toda sensualidade e beleza em versos!

Simplesmente lindo!