sábado, 15 de dezembro de 2012

Momento lírico 110


AMOR GEOMÉTRICO
(Karl Fern)

O amor é ciência criada
Com teoremas difusos
Ângulos retos e obtusos
Numa geometria moldada
Precisa e sedimentada
No volume do coração
Com raios de inspiração
Em esferas planetárias
Superfícies imaginárias
Coloridas pela emoção!

Em direções lineares
Sentidos convergentes
Harmônicas congruentes
Arestas bem regulares
Ou catetos retangulares
Definindo áreas parciais
Formando belas poligonais
Ou até círculos perfeitos
Uma pirâmide de efeitos
Em cálculos sentimentais.

Nessa adorável geometria
De Ilusória matemática
A função não é estática
Há sinuosidade de alegrias
Sem setas pra hipocrisias
Cancelando transversais
Cordas ou calotas iguais
Pois assim no plano delas
Como no traço de paralelas
Não se juntariam jamais!

Num ponto de tangência
Tocam-se e se equilibram
Dois corações vibram
No apoio e na coerência
Demonstram sua essência
Das teses e conjecturas
Em sólidas proposituras
Somam-se em quantidade
Na aritmética da felicidade
Ligando humanas criaturas.


2 comentários:

Anônimo disse...

GEOMETRICAMENTE PERFEITO! Como perfeito é o amor!

Parabéns meu poeta professor!

Lucena Fernandes disse...

O amor é uma ciência inexata, por isso tão perfeito!
Adorei!!!!