sábado, 1 de dezembro de 2012

Momento lírico 102

DEVANEIO NA CHUVA
(Karl Fern)
 

Chuva que cai
Fria fininha suave
Umedece a calçada
A rua, o jardim...
Acalma a ave!
A agua respinga em mim,
Ressoa no telhado
Deixa tudo molhado
Esconde o céu estrelado
Contínua, fecunda, amiga...
Oh chuva querida
De terna cantiga
Caindo gotinha a gotinha
Persistente, mansinha.
Faz-me sonolento,
Preguiçoso, dengoso, modorrento,
Triste, carente, pensativo,
Dolente, cativo...
Assim como eu,
Você resiste, caminha
Busca companhia,
Mas continua caindo... sozinha.
Nem a ajuda do vento
Lhe trás novo alento,
Olhai meu tormento
Sem rumo no mundo
Silencioso, vagabundo
Somos solitários os dois,
Logo mais acabamos
Não veremos o depois!

2 comentários:

Lucena Pernandes disse...

Melancólico, por isso muito bonito!
Parabéns!

Anônimo disse...

Triste e igualmente lindo!

Parabéns!