terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Humor: O "causo" do elixir

Lá pelos idos de 1930 era comum no nosso interior o domínio dos coronéis fazendeiros que mantinham em suas propriedades rurais um grupo de permanentes e fiéis empregados que tinham por seu patrão uma profunda admiração e respeito. Esse respeito também era estendido aos desconhecidos, desde que não houvesse motivos para o contrário! Neste mapa vivia o avô do professor Edson, meu mestre e depois meu colega de universidade.
Ele me contou que sua avó não estava passando bem e, então, seu avô, proprietário no Curimataú paraibano, chamou seu capataz e ordenou-lhe ir até uma farmácia em Cuité, comprar “elixir de cabeça-de-negro”. Cabeça-de-negro, pra quem não conhece, é uma raiz medicinal do interior nordestino e que aquele farmacêutico, muito sabido, fazia e vendia uma xaropada que chamava de elixir, uma denominação mais sofisticada e atraente comercialmente.
Partindo no seu cavalo, o obediente cavaleiro chegou até a desconhecida (pra ele!) farmácia e quando se aproximou do balcão, para sua surpresa quem lhe atendeu foi um senhor acentuadamente moreno, que foi logo perguntando cordialmente: - O que o senhor deseja? Ele muito encabulado e sem saída respondeu-lhe com todo o respeito: - Meu patrão mandou que eu comprasse “elixir de cabeça de Vossa Senhoria”!


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