terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Biografias de brasileiras - 11

Helenira Resende de Souza Nazareth (1944 - 1972)
Guerrilheira brasileira nascida em Cerqueira César, Estado de São Paulo, que se destacou como militante da resistência aos governos militares e morreu vítima da fúria das forças de repressão. Filha de Adalberto de Assis Nazareth e Euthália Resende de Souza Nazareth, entrou como estudante de Letras na Universidade de São Paulo, começou a militar no movimento estudantil, onde se tornou uma presença marcante por suas posições avançadas e sua firmeza.
Tornou-se vice-presidente da União Nacional dos Estudantes, a UNE (1968) e neste mesmo ano foi presa pela primeira vez. Depois voltou a ser presa novamente quando do 30º Congresso da UNE, em Ibiúna (1968), juntamente com cerca de mais 800 participantes. Conseguiu um habeas corpus um dia antes do decreto do famigerado Ato Institucional no. 5, o mais abrangente e autoritário de todos os outros atos da ditadura militar, e que entrou em vigor em 13 de dezembro daquele ano (1968).
Em liberdade, passou a viver na clandestinidade usando o nome falso de Fátima, Eliana Resende Barbosa, para não ser presa novamente e terminou por partir para a região do Araguaia, no sul do estado do Pará, onde foi fazer seu trabalho político e participar dos preparativos para um levante armado contra o regime militar, a chamada Guerrilha do Araguaia. O movimento armado e revolucionário foi descoberto e seus militantes foram massacrados durante o enfrentamento com as tropas federais, inclusive ela, que morreu (desapareceu) em 29 de setembro.
Lenira para uns, Preta para os colegas da USP, Nira entre os familiares e Fátima para os companheiros do Araguaia, foi, acima de tudo, uma cidadã brasileira idealista e consciente de seus atos, que empunhou a bandeira da justiça e da liberdade, lutando obstinadamente até a morte, então com apenas 28 anos de idade.
Fonte: SÓ BIOGRAFIAS (http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/)

 

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom saber da vida dessas mulheres...Essa em especial nunca tinha lido nada sobre ela!

É a força da mulher brasileira!

susana lucena disse...

Valeu, professor!