quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Biografias de brasileiras - 08

Dionísia Gonçalves Pinto, a Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810 - 1885)
Educadora, escritora feminista e poetisa brasileira nascida na zona rural de Papari, hoje Nísia Floresta, Estado do Rio Grande do Norte, a mais notável mulher da história desse estado nordestino. Filha do português Dionísio Gonçalves Pinto e da brasileira Antônia Clara Freire, foi batizada com um nome, mas ficou conhecida pelo pseudônimo onde Nísia e o final de seu nome de batismo e Floresta, o nome do sítio onde nasceu. Brasileira veio de sua necessidade de afirmação de quem viveu quase três décadas na Europa e Augusta de seu segundo marido, Manuel Augusto de Faria Rocha, com quem se casou (1828) e teve a filha Lívia Augusta.
Perdeu o pai, assassinado no Recife (1828), para onde a família havia se mudado, e no início da década seguinte, começou a publicar uma série de artigos sobre a condição feminina, em um jornal pernambucano, comparando-a com diversas culturas da Antiguidade. Dedicou-se ao magistério, combinando o tradicional ensino e trabalhos manuais com sólidos conhecimentos de português e de línguas estrangeiras, além de noções de geografia. Viúva, foi para o Rio Grande do Sul onde dirigiu um colégio para meninas.
Com o início da Guerra dos Farrapos mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fundou e dirigiu os colégios Brasil e Augusto, notáveis pelo alto nível de ensino. Mudou-se para Paris (1849) e durante alguns meses (1851), o jornal carioca O Liberal publicou uma série de artigos de sua autoria, intitulados A emancipação da mulher, sobre a necessidade de se oferecer boa educação para as mulheres. Voltou ao Brasil (1872) e novamente partiu para a Europa (1875) de onde não mais saiu.
Nessa volta publicou Fragments d’un ouvrage inédit: Notes biographiques (1878) e faleceu em Rouen, na França, aos 75 anos, vítima de pneumonia. Foi enterrada no cemitério de Bonsecours até que (1954) seus despojos foram transladados pra o Rio Grande do Norte e levados para sua cidade natal, Papari, que já se chamava Nísia Floresta. Primeiramente foram depositados na igreja matriz, depois foram levados para um túmulo no sítio Floresta, onde ela nasceu.
Entre seus vários livros publicados estavam Conselhos à minha filha (1842), O Modelo das donzelas (1847), A lágrima de um Caeté (1849), Intineraire d’un voyage en Allemagne (1857), Scintille d’un’Anima Brasiliana (1859), Trois ans en Italie, Suivis d’un voyage en Grèce (1864), Woman (1865), Paris (1867) e Le Brésil (1871). Foram diversas publicações feito ao longo de seus 75 anos vividos de forma intensa, derrubando barreiras e perpetuando seus feitos.

Um comentário:

Anônimo disse...

MULHER MARAVILHA!! ADOREI!